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9 de agosto de 2018 - 10:59, por Marcos Peris

Perda nas lavouras de milho já chegou a 75% nos municípios sergipanos

O número de produtores rurais atingidos com a estiagem só aumenta.  A perda na produção de milho é hoje de 75% no estado de Sergipe e nos municípios do Alto Sertão a perda já de 100%. A Federação da Agricultura e Pecuária de Sergipe (FAESE) já vem adotando algumas medidas para minimizar o prejuízo dos produtores de milho.

Mais de 3 mil produtores estão sendo afetados com a estiagem. Depois da reunião realizada no dia 23 de julho com os produtores, bancos e técnicos agrícolas, alguns municípios decretaram estado de emergência e os produtores estão sendo orientandos a procurar os bancos para realizar o processo de comunicação da perda das lavouras para liberação do seguro Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e das áreas para silagem.

Nos municípios do Alto Sertão a perda é de 100%

Nos municípios do Alto Sertão a perda é de 100%

O presidente da Faese, Ivan Sobral, explica que os produtores de milho precisam procurar os bancos para comunicar a perda das lavouras. “Até o momento, aproximadamente 10% produtores procuraram os bancos. Esta ação precisa ser imediata para que o produtor possa ainda aproveitar a área para silagem”, orienta.

Ainda segundo o presidente Ivan Sobral, a Faese está estruturando uma proposta para renegociação das operações de crédito. “Vamos levar esta proposta para o Governo Federal solicitando o parcelamento do saldo dos prejuízos que o seguro não cobriu nas mesmas condições do contrato original”.

Em Sergipe, os municípios de Simão Dias, Pinhão e Carira se destacam na produção de milho.

Milho

O milho representa a maior área de lavoura do Estado e maior valor bruto de produção. Representa 33% de todas as operações de credito rural no estado, sendo 90% do custeio agrícola. São 3.500 operações com o valor total de R$ 180 milhões por ano.

Segundo a Faese, com a estiagem o prejuízo da safra é equivalente à R$ 78 milhões e R$ 204 milhões deixarão de ser movimentados na economia do Estado, gerando uma frustração de R$ 282 milhões.

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