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Em cerimônia de abertura dos trabalhos do Congresso Nacional, oposição vaia Dilma e Cunha a manda indireta
3 de fevereiro de 2016 - 08:33, por Alexandre Fontes
Portal Lagarto Notícias
Na última terça-feira (2), o Congresso Nacional realizou a cerimônia de abertura dos trabalhos legislativos. A ação contou com a participação da presidenta da República, Dilma Rousseff (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Após Renan Calheiros declarar aberto o ano legislativo, a presidenta da República, Dilma Rousseff, fez um discurso defendendo uma agenda fiscal de curto e longo prazo, além disso, a mandatária pediu o apoio do Congresso Nacional para a aprovação de medidas como a recriação da CPMF – PEC 140/15, a prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) – PEC 4/15 e apensadas, ambas em tramitação na Câmara dos Deputados, e a aprovação das reformas previdenciária e tributária, que o governo vai enviar este ano.
Ainda segundo a presidente, as medidas terão pouco impacto no curto prazo, mas garantirão a segurança fiscal do Estado para retomar o crescimento econômico, além disso, Rousseff afirmou que os poderes devem olhar para o futuro do país e não apenas o seu governo que corre o risco de sofrer impeachment.
“Seu impacto fiscal será mínimo no curto prazo. É uma questão do Estado brasileiro. Precisamos ter como horizonte o futuro do País e não apenas meu governo”, ressaltou Dilma.
Ao pedir apoio para a recriação da recriação da CPMF, o imposto do cheque, a presidenta foi vaiada pelos deputados contrários a medida. Em resposta a mandatária, Eduardo Cunha afirmou que não existe um consenso nem na casa e nem na sociedade sobre os efeitos de um aumento na carga tributária.
“A Câmara não se furtará a examinar qualquer proposta do Executivo, embora não haja consenso no Parlamento nem na sociedade de que o aumento de carga tributária seja solução para a crise”, afirmou Cunha.
O referido peemedebista, ainda afirmou em seu discurso que a Câmara se manterá independente, deixando claro um certo rastro de diferenças entre a casa e o Palácio do Planalto.
“A Câmara dos Deputados, assim como o Senado Federal, deve ter as suas propostas para contribuir com a melhoria do ambiente econômico e político, conforme o entendimento predominante do Congresso, embora ele possa não ser coincidente com o almejado pelo Poder Executivo. Isso faz parte da democracia”, concluiu Cunha.


















