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Estudo afirma que o PT é o partido mais amado e odiado do Brasil
22 de fevereiro de 2016 - 23:24, por Alexandre Fontes
Na última segunda-feira (22), foi publicado um estudo em que afirma que o Partido dos Trabalhadores (PT) é a sigla mais amada e, ao mesmo tempo, mais odiada do Brasil. A pesquisa foi realizada pelo cientista político David Samuels, professor da Universidade de Minnesota (EUA), em parceria com Cesar Zucco Jr., da Fundação Getúlio Vargas.
Segundo o estudo realizado pelos cientistas, que estão escrevendo um livro a respeito das simpatias e antipatias partidárias no Brasil, o número de “antipetistas puros” saltou 7,49% do eleitorado em 1997 para 11,44% em 2014 e já representam um grupo maior do que a soma dos que preferem o PSDB e/ou PMDB.
Apesar do crescente número de antipetistas, a sigla ainda é a mais amada do país. O número dos que preferem a legenda de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff despencou nos últimos oito anos, mas ainda maior que o registrado em 1990.
Em 1997, cerca de 14% do eleitorado declarava simpatia ao PT, esse número pulou para 23,28% em 2006 e recuou para 15% em 2014.
PSDB e PMDB
A crise política atingiu em cheio os partidos de oposição e da base governista, tanto o partido do Aécio Neves como o do vice-presidente, Michel Temer, perderam um grande número de simpatizantes no eleitorado tupiniquim.
Segundo o estudo, apenas o número de antipetistas aumentou.
| Partidos | 1997 | 2006 | 2014 |
| PSDB | 6,60% | 6,84% | 4,29% |
| PMDB | 14,78% | 9,01% | 3,7% |
| Outros | 8,87% | 7,98% | 5,27% |
| Antipetistas puros | 7,49% | 9,68% | 11,44% |
Foram entrevistados 2.469 pessoas em 1997; 2.379 em 2006 e 3.120 em 2014.
Herança da Ditadura Militar
David Samuels acredita que os antipetistas puros são “desiludidos com a democracia, verdadeiros herdeiros do regime militar”. Estes declaram apoio a volta dos militares em 2014.
Além disso, os antipetistas puros se declaram brancos, têm renda mais elevada que os demais simpatizantes de partidos políticos e possuem em média 40 anos de idade. Eles são pró-aborto e pelos direitos homossexuais em número maior que o do PT. Porém são contra as políticas sociais como o Bolsa Família e cotas para negros em universidades públicas, toleram mais impostos para a saúde e educação, além de acharem que ricos devem pagar mais impostos.
David afirma que não existe um motivo especifico para se odiar o Partido dos Trabalhadores, segundo ele o ódio pode ser em razão: do ex-presidente Lula, da presidente Dilma Rousseff, por ideologia, valores como lei e ordem, ou por preconceito contra a sigla.
Envolvimento em partidos
A pesquisa também revela o número de pessoas que se envolveram com partidos, nela apenas o número de eleitores antipartido se manteve tecnicamente estável.
| Eleitores | 1997 | 2006 | 2014 |
| Partidário | 44,43% | 47,1% | 29,20% |
| Antipartido | 13,16% | 15,78% | 15,5% |
Com informações da Folha de S. Paulo

















