‘Nova SSP’ muda tom do governo Jackson Barreto contra o crime

7 de março de 2016 - 09:00, por Marcos Peris

Os primeiros efeitos da troca no comando da Secretaria da Segurança Pública (SSP), concluída há duas semanas, já começam a ser sentidos nas ações e nos discursos, tanto da polícia quanto do próprio governador Jackson Barreto. De perfil progressista, ele surpreendeu ao adotar o lema da repressão dura e total contra o crime, comum entre políticos de matiz conservadora. Já na posse do secretário João Batista Santos Júnior, em 18 de fevereiro, Jackson foi direto: “É preciso enfrentar os bandidos e os marginais sem temor, dando a eles o que eles merecem e deixando a sociedade sergipana em paz. Eu quero a polícia na rua!”. E de fato, a ordem começou a ser atendida.

Secretário de Segurança Pública, João Batista

Secretário de Segurança Pública, João Batista

Um exemplo disso aconteceu na última quarta-feira, quando três assaltos a banco aconteceram em cidades no interior do estado. Um deles, ocorrido em Poço Verde (Centro-Sul), terminou com um intenso tiroteio entre soldados do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gati) e cerca de oito criminosos que tentaram explodir caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal. Um caixa chegou a ser destruído, mas o som da explosão foi ouvido pelos PMs, que estavam na cidade fazendo uma patrulha e correram até a praça principal da cidade. O confronto se estendeu por cerca de 200 metros e os bandidos conseguiram fugir, com a suspeita de que um deles teria sido baleado. No dia seguinte, um carro usado no assalto e vários objetos usados para a abertura dos cofres foram encontrados em Ribeira do Pombal (BA). O caso é apurado pela Polícia Federal.

No mesmo dia, quase 12 horas depois, outro tiroteio envolveu agentes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e suspeitos de integrarem uma quadrilha de assaltantes vindos da Bahia para instalar uma base na Praia do Abaís, em Estância (Sul). Três homens armados que estavam na casa atiraram contra os policiais, foram baleados e morreram no Hospital Regional de Estância. Entre os mortos, está Amilton Neves de Jesus, o ‘Ian’, 32, apontado como líder do grupo e um dos participantes do violento assalto à agência do Banco do Brasil em Conde (BA), em julho de 2015, quando eles usaram funcionários do banco como reféns e amarraram cinco deles nos capôs das caminhonetes.

A disposição para o embate já era grande entre os policiais militares, que têm reagido mais aos assaltos ocorridos em momentos de folga. Segundo a própria corporação, foram seis PMs feridos por arma de fogo em 2016. Destes, dois morreram: o cabo Joeliton dos Santos, 47, ao trocar tiros com homens armados que tentaram matar um desafeto no bairro São Conrado (zona sul de Aracaju), em 9 de fevereiro; e o sargento reformado Filomeno dos Santos, 54, após reagir ao assalto contra um mercadinho no bairro Lamarão (zona norte). Entre os feridos, o mais recente foi o soldado Igor Alves Moraes, 21, que reagiu à abordagem de um casal que tentou roubar sua moto e os telefones celulares dos vizinhos com quem conversava. Igor foi atingido na perna, sem gravidade, mas conseguiu acertar de raspão o autor dos disparos. Sete suspeitos de envolvimento com os três casos já foram presos.

“Seja honesto ou saia” – O caso do soldado Igor motivou a publicação de uma contundente carta do coronel Marcony Cabral, novo comandante-geral da PM, na qual declara total apoio à tropa e diz estar “tranquilo, sentado sobre ombros de gigantes”. Ele acompanhou pessoalmente o militar, a quem classificou como “bravo profissional e “integrante de uma corporação que mostra cotidianamente que seus heróis anônimos, estando ou não de serviço, reconhecidos ou não pela sociedade em atos que colocam, via-de-regra, suas vidas expostas a riscos extremos, agem sem pestanejar em prol do bem comum, como último obstáculo entre o crime e o cidadão de bem”.
No texto, Marcony reafirmou o lema da repressão total, adotado por Jackson, e garantiu que a corporação sempre terá uma postura proativa em relação à criminalidade. “Jamais qualquer ser humano que nasceu, ou nascerá, irá ver a briosa Polícia Militar de Sergipe em posição defensiva contra o crime. Nós vamos para cima dele, com todas as forças que dispusermos, e peço à sociedade uma corrente positiva para nossos operadores de segurança, de todas as instituições, nesta caminhada”, apela o comandante. Na semana passada, o governador e a cúpula da SSP chamaram o presidente do Tribunal de Justiça (TJSE), desembargador Luiz Mendonça, e o procurador geral do Ministério Público Estadual (MPSE), Rony Almeida, para discutir a formação de um Plano Integrado de combate à criminalidade.

A maior repercussão da carta do comandante se deu principalmente pelo trecho qual ele se dirigiu aos marginais, avisando que eles devem render-se às ações da PM e deixar a vida do crime, ou suportar as consequências. “Sabemos dos sacrifícios e incompreensões que acompanham a árdua missão que temos, mas aqueles que ousarem perpetrar-se nas condutas criminosas, os que ousarem atentar contra a Força Policial, que repensem seus atos e não resistam quando batermos em suas portas. Garantimos a sua segurança e o respeito aos Direitos Humanos, nossa polícia cumpre a lei. Mas também garantimos que nada ficará impune. Recomecem suas vidas pelo caminho da honestidade, paguem pelos crimes cometidos e desfrutem de seus entes queridos sem temores. Seja honesto ou saia de Sergipe”, disparou Marcony. (Por Gabriel Damásio)

 

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