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HRL: número de vítimas de violência no trânsito voltou a crescer no Carnaval deste ano
3 de março de 2017 - 05:08, por Marcos Peris
Por Tito Lívio Santana
O número de vítimas de violência no trânsito atendidas no Hospital Regional Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro (HRL), em Lagarto, durante o feriadão do Carnaval deste ano, cresceu em comparação ao mesmo período da festa em 2016. Segundo o cadastro de atendimentos da unidade no Sistema Integrado de Informatização de Ambiente Hospitalar (Hospub), entre os dias 24 de fevereiro e a Quarta-feira de Cinzas (1º), o HRL atendeu a 68 usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que se envolveram em acidentes automobilísticos, motociclísticos e atropelamentos, contra 61 atendidos do período carnavalesco do ano passado, representando um crescimento de 11,4%.
Durante o Carnaval deste ano, no entanto, o destaque negativo nessas estatísticas foi o aumento expressivo de vítimas de acidentes automobilísticos atendidas na urgência e emergência do HRL. Neste caso, esse número foi quatro vezes maior que o registrado no período da festa em 2016, quando a unidade hospitalar havia assistido três pessoas vitimadas por este tipo de acidente. Este ano, foram 12 vítimas atendidas pelo HRL desde a sexta-feira até a Quarta-Feira de Cinzas.
Na comparação com o período da festa em 2016 (entre 5 e 10 de fevereiro), o número de vítimas de acidentes motociclísticos atendidas este ano no HRL também foi expressivo, mas se manteve praticamente estável. No período carnavalesco deste ano, o Hospital de Lagarto assistiu 53 usuários do SUS envolvidos em acidentes com motocicletas e motonetas, contra 54 registrados durante o Carnaval de 2016. Isoladamente, o número de vítimas de acidentes motociclísticos atendidas pelo HRL, no último feriadão, representou em torno de 78% do total de casos de violência no trânsito.
De acordo com o superintendente do HRL, Oldegar Alves Junior, apesar das frequentes campanhas educativas e de conscientização dos usuários, muitas pessoas ainda cometem excessos no trânsito, o que acaba provocando os acidentes. “Infelizmente, mesmo diante de tantos alertas, motoristas e motociclistas ainda descumprem regras básicas no trânsito, como o uso adequado de equipamentos de proteção, principalmente capacetes e cintos de segurança, além de dirigirem em alta velocidade ou sob o efeito de álcool. Daí os acidentes e o aumento no número de vítimas nas urgências hospitalares”, ressalta.
No feriadão do Carnaval 2017, a unidade registrou quase 850 atendimentos, entre casos clínicos e cirúrgicos. Foi um caso de emergência que levou à internação do garoto I.V.A.P., de 8 anos de idade, que precisou se submeter a uma apendicectomia na última quinta-feira (23). “Eu não tenho do que reclamar aqui do hospital. Meu filho chegou quase morrendo, mas graças aos profissionais já se recupera bem da cirurgia”, reconheceu nesta quinta-feira (2) a mãe do garoto, a dona de casa Vera Lúcia Morais da Silva, de 38 anos. “No Carnaval, a gente fica preocupada, mas neste período não faltou médico para dar assistência ao meu filho”, completou Vera Lúcia, enquanto acompanhava o menino em uma das enfermarias da Pediatria do HRL.
Violência urbana
Em relação à violência urbana, os plantões durante o esse período registraram apenas um caso de vítima de ferimentos por arma de fogo, dois por armas brancas (faca, facão, canivete) e oito de pessoas que sofreram agressões físicas. Na festa carnavalesca de 2016, de acordo com os dados do Hospub, o HRL havia atendido dez vítimas de violência urbana, sendo cinco por agressões físicas, três por ferimentos de armas brancas e dois feridos por armas de fogo.
Também durante o Carnaval deste ano, 68 pessoas deram entrada no Pronto Socorro do HRL após sofrerem algum tipo de queda, como da própria altura, de telhados e escadas. Esse número foi 51,1% superior ao registrado durante o período carnavalesco de 2016, quando Hospital de Lagarto havia atendido a 45 usuários do SUS vitimados por quedas.
Entre a sexta-feira passada e a Quarta-feira de Cinzas, nove pacientes deram entrada no HRL com traumas diversos, quatro após sofrerem picadas de animais e um por mordidas de cão. No mesmo período, o HRL assistiu ainda dez pessoas que apresentaram quadro de intoxicação, sendo uma medicamentosa.

















