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De oportunismo em oportunismo
3 de julho de 2017 - 07:41, por Alexandre Fontes
Quem estuda a trajetória política do senador Valadares observa um elemento em comum em todos os passos que ele deu durante toda essa história: o do oportunismo.
Ele tem um certo talento pra perceber o rumo da política – apesar de errar por diversas vezes -e com a tranquilidade de quem ora, vai de um barco a outro sem cerimônias, desde que esse novo barco lhe garanta as condições favoráveis para sobreviver politicamente e ganhar a próxima eleição.
Foi assim em vários momentos da sua vida, mas de uns tempos pra cá a coisa foi piorando, senão vejamos: Valadares participou de todo o governo Lula e do primeiro governo de Dilma. Apoiou Dilma no primeiro turno por que sabia que a base pra eleger seu filho a deputado Federal era a base de apoio a Dilma. No segundo turno, veio um pressentimento errado, e por oportunismo, decidiu apoiar Aécio, acreditando fervorosamente que o mineiro ganharia a presidência da República, o que graças a Deus não aconteceu, haja visto o mar de lamas que Aécio está envolvido agora até o pescoço.
No segundo governo Dilma, perdeu os cargos que sempre ocupou em Sergipe com seus aliados, e desacostumando a pão e água, o senador Valadares conspirou, ajudou e apoiou o golpe que tirou a presidente do poder, entregando a Temer. Mais um episódio de oportunismo na sua biografia.
Consumado o golpe, dividiu o botim com os vitoriosos e sua parte coube a nomeação da presidente da Codevasf nacional. Banqueteou-se.
E agora, ao pressentir que o Titanic de Temer já bateu no iceberg é só espera afundar, já garantiu seu bote salva-vidas e com os ratos que sempre são os primeiros a sair, se jogou no mar.
Não quer mais saber de Temer, e busca um discurso que agrade a população ao revelar que vota contra as reformas trabalhista e da previdência, não por convicção ideológica, que ele não tem nenhuma, nem por que quer o melhor para o país, pois ele só pensa no melhor pra ele e para o filho que foi derrotado duas vezes ao tentar ser prefeito de Aracaju.
O movimento de deixar Temer, com quem participou de reuniões e mais reuniões de conspiração e de apoio ao golpe contra Dilma no Palácio do Planalto, o senador Valadares demonstra mais uma vez o puro oportunismo, já de olho na próxima eleição.
É assim, a nave vai, novamente, levando o senador Valadares de oportunismo a oportunismo. Vamos ver se o povo vai concordar com isso.

















