Conta de luz deve ficar mais cara em outubro

25 de setembro de 2017 - 08:37, por Marcos Peris

Por causa da baixa quantidade de chuvas, a tendência é que as tarifas de energia elétrica vigorem em outubro acrescidas da bandeira tarifária vermelha, no patamar 2, afirmou nessa sexta-feira (22) o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) Romeu Rufino.

“A lógica, a tendência, é que estamos com um regime hidrológico ainda muito desfavorável. As chuvas atrasaram. A tendência é, para a próxima semana, o CMO estar mais caro. Então, caminha na direção da bandeira vermelha. E é mais provável que chegue ao patamar 2”, afirmou Rufino, pouco antes de dar palestra na Sessão Especial do Fórum Nacional, organizado pelo Inae (Instituto Nacional de Altos Estudos), no Rio.

O sistema de bandeiras é atualizado mensalmente pelo órgão regulador, que avalia a situação dos reservatórios em todo o País e o volume de chuvas para tomar uma decisão.

Atualmente, o regime está na bandeira amarela, o que significa uma cobrança extra na conta de luz de R$ 2,00 para cada 100 kWh consumidos. No patamar 2 da bandeira vermelha, o valor extra subirá para R$ 5,00.

Rufino frisou que falou em termos de tendência, pois somente na próxima semana será fechada a bandeira tarifária que valerá em outubro, conforme o CMO (Custo Marginal de Operação). O ONS (Operador Nacional do Sistema) também prevê que a bandeira vermelha vigorará em outubro e novembro.

O diretor-geral da Aneel também descartou a possibilidade de haver desabastecimento de energia elétrica em 2018, mesmo que o crescimento da economia seja mais forte do que o inicialmente esperado. Mesmo o despacho das usinas termelétricas mais caras, caso a demanda suba, pode ser evitado caso o Brasil importe energia da Argentina a um preço melhor.

“Só vamos importar se os preços forem competitivos em relação às térmicas que eu tenho. O que foi feito é uma autorização para importar. O comercializador vai declarar o valor e, aí, o ONS está autorizado a acionar, desde que ela desloque as térmicas mais caras”, disse Rufino.

Na quinta-feira, o diretor-geral do ONS, Luiz Eduardo Barata, disse que, para amenizar o impacto da seca nos preços, serão importados cerca de 1 mil megawatts-médios da Argentina, já a partir do mês que vem. (R7)

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