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Amorim, André e Luciano Pimentel têm sigilo bancário quebrado por ministra do STF
16 de março de 2018 - 05:00, por Marcos Peris
Portal Lagarto Notícias
O Senador Eduardo Amorim (PSDB), deputado federal e líder do Governo Temer no Congresso, André Moura (PSC), e o deputado estadual Luciano Pimentel (PSB) tiveram os seus respectivos sigilos bancários quebrados pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber. As informações são do Estadão, o qual afirma que os citados estão se defendendo na 1ª instância das investigações sobre suposta compra de votos.
Segundo o jornal, a decisão da ministra autorizou a Procuradoria-Geral da República o acesso a dados sigilosos dos parlamentares sergipanos no período de setembro a novembro de 2014. Uma vez que eles passaram a serem alvos de inquérito após grampos da Polícia Civil pegarem supostas tratativas no âmbito das eleições 2014 feitas por correligionários com eleitores do sertão sergipano.
O que dizem os citados:
Em nota divulgada a imprensa, o deputado André Moura informou que jamais foi intimado para prestar esclarecimentos sobre tal investigação, da qual não possui conhecimento. Ele ainda comunicou que confia no correto trabalho das instituições judiciárias brasileiras, acrescentando que não lhe cabe responder por atos isolados ou conversas praticadas por outras pessoas.
“Tão logo seja oficialmente comunicado dos fatos, o parlamentar solicitará a mais breve conclusão da investigação e uma análise judicial do vazamento da decisão de um ministro do STF, quando esta sequer encontrava-se disponível no sítio eletrônico daquela Corte ou publicada no Diário Oficial da Justiça”, encerra.
A assessoria do Senador Eduardo Amorim afirmou que o parlamentar não é interlocutor em nenhum diálogo interceptado, uma vez que o mesmo somente é citado em uma conversa de terceiros, que aconteceu em ambiente privado, sob o qual o parlamentar não tem qualquer controle ou influência.
A assessoria de Eduardo ainda informou ao Estadão que jamais se envolveu com a compra de votos e que o parlamentar desconhece o objeto do inquérito, ressaltando que o mesmo, até o momento, chamado para prestar quaisquer esclarecimentos sobre o assunto.
Já a assessoria do deputado Luciano Pimentel informou que o parlamentar não praticou compra de votos em 2014, quando foi eleito, ressaltando que nunca autorizou terceiros a realizarem a compra de votos, ato classificado pela assessoria como “prática danosa à democracia”.
A nota encerra afirmando que o deputado “não pode ser responsabilizado por qualquer tipo de afirmação feita em seu nome por terceiros em conversas telefônicas grampeadas e que, no mais, está à disposição da Justiça de Sergipe ou de qualquer outra Corte para esclarecer os fatos”.

















