Givaldo Ricardo: “O momento requer atenção para se entender quais as novas exigências do público consumidor de informação”

27 de maio de 2018 - 20:54, por Alexandre Fontes

Portal Lagarto Notícias

Nessa semana, o nosso entrevistado é o diretor-presidente da Fundação Aperipê de Sergipe, Givaldo Ricardo de Freitas, um alagoano que chegou no estado de Sergipe ainda criança, na década de 1980.

Entrevistado da Semana

Entrevistado da Semana

Portal Lagarto Notícias: O que levou o alagoano Givaldo Ricardo a desembarcar em terras sergipanas? Como descreveria a sua estada no menor estado da federação brasileira?

Givaldo Ricardo: Cheguei em Sergipe na década de 80, ainda criança. Vim morar na casa de parentes e estudar. Fiz toda minha trajetória em escolas públicas e em 1999, conclui o bacharelado em Rádio e TV na Universidade Federal de Sergipe e assim iniciei minha profissão.

PLN: Em seus primeiros anos de atuação no estado, o senhor foi professor substituto da UFS e lá orientou diversos trabalhos voltados, principalmente, ao rádio. Por isso, pode-se dizer que o senhor é um apaixonado pelas ondas sonoras?

GR: Sim. Sim. Ensinei na UFS nos cursos de Rádio e TV e Jornalismo, sobretudo, nos laboratórios. Foi um momento muito bacana, transmitir conhecimento é sempre um prazer. Agora, estou dedicado a entender o espaço do Rádio na era digital. O momento é de adaptação. Acho que a TV também passa pelo mesmo desafio.


PLN: Após a saída da UFS, o senhor trabalhou dois grandes nomes
comunicação política de Sergipe, Carlos Cauê e Sales Neto. Como foi essa
experiência e quais aprendizados o senhor destacaria como sendo os mais
relevantes?

GR: Tive muita sorte. O privilégio de ter no curriculum a convivência profissional como Cauê e Sales é para poucos. Cauê é sem dúvida um dos maiores nomes do marketing político da atualidade, um mestre. Sales, tem se destacado como um comunicador moderno e arrojado, um cara que está construindo uma carreira brilhante.

É um processo de aprendizado permanente. Comandei o jornalismo do Estado, tendo estes dois grandes nomes como secretários. Tivemos excelentes momentos e atravessamos muitas dificuldades juntos. Um dos momentos mais difíceis foi gerenciar as informações sobre a doença e a morte do ex-governador Marcelo Déda. Na reta final, chegamos a trabalhar quase 24 horas sem descanso.

PLN: Com a experiência de quem já transitou pelos mais variados meios de comunicação do estado, como o senhor tem analisado o jornalismo
sergipano de modo geral?

GR: Acho que Sergipe faz um bom jornalismo. O surgimento dos cursos de comunicação tanto na UFS, quanto nas universidades particulares, as especializações e o crescimento do interesse dos profissionais em estudar, tem sido um fator importante. O que também merece destaque é a modernização das redações, o processo de digitalização das TVs, as transformações das Rádios AM em FM. Agora não temos como negar que estamos passando por um processo de mudança. O momento requer atenção para se entender quais as novas exigências do público consumidor de informação.

PLN: Nesses pouco mais de 20 anos de atuação no ambiente comunicacional sergipano, o que mais o enche de orgulho?

GR: Nesta minha trajetória, acumulo 11 anos somente na comunicação pública. Acho que começo a colher os frutos. Um resumo disso, é que no último dia 06 de abril a Câmara de Vereadores de Aracaju me presenteou com o título de Cidadão Aracajuano. Também já fui informado que no dia 03 de setembro, a Assembleia Legislativa vai me tornar Cidadão Sergipano. O sentimento é que venho cumprindo o meu dever como cidadão e como comunicador

PLN: Em 2016, o senhor assumiu a presidência da Fundação Aperipê de Sergipe. Quais os desafios encontrados naquela casa? O que tem feito para que todos os sergipanos possam se identificar com a grade da emissora?

GR: A Fundação Aperipê administra duas rádios e uma TV. Fizemos algumas adequações na programação e melhoramos a qualidade técnica. A televisão já está em Alta Definição desde setembro de 2017. Em fevereiro de 2018, desligou o sinal analógico e pela primeira vez em sua história a TV Aperipê pontuou em pesquisa de opinião pública.

Já a FM melhorou sua programação e renovou o acervo musical. A prioridade é a música sergipana e brasileira. E a AM teve suas torres de transmissões totalmente reformadas e chega com força em todo o Estado de Sergipe até as divisas de Alagoas e Bahia.

PLN: A TV Aperipê cobre 50% do território sergipano, mas em municípios como Lagarto, o sinal dela chega com certa dificuldade. Por isso, já há algum projeto de expansão do sinal da emissora para todo o estado?

GR: Sim. Há um projeto de expansão que vai levar o sinal da Aperipê para praticamente todo o estado. A previsão é construir mais 10 bases de retransmissão. Isso também beneficiará Lagarto.

PLN: A TV Aperipê nos últimos anos tem melhorado a sua programação,
falando uma linguagem mais direta e do jeito do povo sergipano, como
destaca esse avanço?

GR: Além da melhoria tecnológica, temos avançado na produção de um conteúdo mais voltado a nossa gente. Isso também passa por linguagem mais adequada. Nos filiamos a TV Cultura de São Paulo, considerada a melhor TV Pública da América Latina, e estamos colocando em Rede Nacional pelo menos duas matérias por semana para todo o Brasil. Nossos profissionais estão fazendo treinamento em São Paulo. Pretendo enviar mais repórteres e técnicos a capital paulista.

PLN: Como o senhor tem analisado o cenário político sergipano neste período eleitoral? Em sua opinião, que tipo de gestor Sergipe necessita?

GR: Temos que ter humildade para entender o que a população está pensando. Às vezes a classe política não tem. As pesquisas que foram divulgadas até agora mostram que em torno de 60% da população não pretende votar em ninguém. O que isso quer dizer?

Acho que o gestor que a população quer é alguém com passado limpo, com um discurso sincero, sem arrodeio, sem promessas mirabolantes e com capacidade de gerenciar problemas. Não há espaços para corruptos, nem “atores”, nem aventureiros. Quem se enquadrar num curriculum que tenha experiência de honestidade, sinceridade e competência para administrar, vai ganhar as eleições.

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O Xingó Parque Hotel & Resort está situado perto da usina hidrelétrica Xingó e dos famosos cânions do Velho Chico, a 77 km do Aeroporto Paulo Afonso. Tudo isso, às margens do Rio São Francisco no município sergipano de Canindé. 

 

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