Alunos da escola Dom Mário chegam até a 6ª fase da Olimpíada Nacional em História do Brasil

8 de agosto de 2019 - 08:07, por Alexandre Fontes

A 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), que em 2019 contou com a participação de 18.500 equipes inscritas em todo o Brasil, teve uma participação recorde dos alunos sergipanos. Ao todo, 220 equipes estaduais participaram, um número muito maior que o do ano passado, que foi de 150. A Escola Estadual Dom Mário Rino Sivieri, do município de Lagarto, teve um êxito nunca antes alcançado. Das 10 equipes inscritas, cada uma com três alunos, todas chegaram até a sexta e penúltima etapa.

Os estudantes foram orientados pelo professor de História da unidade de ensino, Cleiton Melo Jones, com o auxílio voluntário da professora Elisa de Moura Ribeiro, da rede estadual da Bahia, que foi convidada a também orientar os alunos no processo de pesquisas. Na tarde de terça-feira, 6, os 30 alunos receberam o certificado de participação na ONHB, no espaço de convivências da escola, cerimônia que contou com a presença de pais, professores, equipe diretiva e representantes do Departamento de Educação da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (DED/Seduc).

A diretora do DED, que representou o secretário Josué Modesto dos Passos Subrinho, disse que é uma grande alegria participar de momentos como esse. “Vimos a felicidade em cada olhar dos alunos certificados e de seus pais. Observamos a alegria contagiante de toda a comunidade escolar, principalmente dos demais alunos que vibraram com a conquista dos colegas. Acompanhamos cada passo da Olimpíada por meio do professor Cleiton, nosso Redator de História do Currículo de Sergipe, e vibramos com cada etapa conquistada. Toda a comunidade Escolar Dom Dom Mário Rino Sivieri está de parabéns”, declarou.

Olimpíada

O professor Cleiton Melo Jones explica que a Olimpíada Nacional em História do Brasil é organizada pela Universidade Estadual de Campinas e conta com a participação de todos os estados. A competição funciona em seis fases online e uma fase presencial, que acontece em Campinas. Semanalmente era enviada uma prova online para as equipes, que tinham sete dias para pesquisar, responder e enviar as respostas. “Eram provas objetivas, às vezes discursivas e também com tarefas. A ideia é que sejam provas de consulta, em que os alunos podem pesquisar, e isso estimula neles a atitude historiadora”, disse.

As pesquisas eram abertas, podiam ser feitas tanto pela internet, quanto em livros e revistas. Os assuntos que caem nas provas são referentes a todo o período da História do Brasil. O professor explica que a ONHB não produz um ranking. Então, as equipes que não foram eliminadas, foram passando para a etapa seguinte, como no caso dos alunos da Dom Mário Rino Sivieri, que chegaram até a penúltima fase.

“A ONHB é fundamental como um projeto estruturante para a escola. A partir desse contato com o trabalho de pesquisa, eles começam a ver os estudos de outra forma. A Olimpíada ajuda mais do que apenas ensinar história ou verificar se os estudantes sabem a disciplina, mas lhes ensina a pesquisar e aprender”, afirmou.

A professora Elisa de Moura Ribeiro, da rede estadual da Bahia, participou voluntariamente auxiliando na orientação dos alunos. Ela afirma que, com a experiência que teve em Sergipe, ela levou o formato de orientação dos estudantes para o Colégio Estadual Governador Roberto Santos, em Paripiranga (BA), onde ela ensina. Ela inscreveu 10 equipes da sua unidade de ensino e quatro estão na etapa final.

“A convivência entre os alunos e professores, a experiência de vida, tudo isso foi muito bom. A partir da ONHB, os estudantes começaram a procurar olimpíadas de qualquer outra disciplina para participar, pois despertaram o gosto pelo conhecimento. A gente foi orientando as pesquisas, mas a resposta que eles decidiam eram as que prevaleciam”, explicou.

Experiência

Os alunos que participaram da Olimpíada Nacional em História do Brasil destacaram que foi uma experiência única em suas vidas. Foi o caso de Gilmara Lima de Jesus, do 9º ano. “Para mim foi muito importante participar. Já é minha segunda vez, e é sempre uma experiência muito boa, que eu vou levar para a minha vida toda. Estimula os estudos porque a gente fica mais por dentro da História, consegue aprender coisas que não sabia antes”, declarou.

Márcia Kamilly Silva de Carvalho, do 8º ano, participou pela primeira vez e disse ter gostado bastante. “Eu pensei que seria bem chato, porque precisa estudar muito, só que a gente aprende bastante com as reuniões, com as pesquisas e com as provas, a gente passa a ter mais responsabilidade. Não é fácil fazer pesquisa, mas quanto mais a gente fazia, mais a gente aprendia”, disse.

Para o aluno Ângelo Gabriel Prata dos Santos, do 8º ano, foi um momento de muito aprendizado. “A ONHB foi uma maneira muito eficiente para adquirir conhecimentos. Eu passei a gostar muito mais de História a partir da minha participação na Olimpíada” afirmou.

Participando também pela primeira vez, Gabrielle Stephanie Santos Santiago disse ter sido uma experiência inesquecível. “A gente aprendeu muito, fez novos amigos. Nós tiramos dúvidas de coisas que não sabíamos antes. Quero participar nos próximos anos, porque é algo que a gente leva para a vida toda. Eu quero me formar em História, então acho que isso já é uma ótima experiência para o meu futuro”, afirmou.

 

 

 

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