Mulher é acusada de aplicar golpe de R$ 2 milhões em sergipanos

9 de junho de 2020 - 10:33, por Marcos Peris

Policiais civis do Estado de Alagoas deram cumprimento ao Mandado de Prisão Preventiva em desfavor de Gilda Eduardo Santos, investigada pela prática de estelionato pela Polícia Civil sergipana. A mulher, que é suspeita de aplicar um golpe milionário em Sergipe, foi localizada na cidade alagoana de Água Branca e recambiada para SE ainda na sexta-feira (5).

A investigação que levou à prisão de Gilda vinha sendo realizada pela Delegacia de Defraudações há cerca de seis meses. O caso teve início quando diversas pessoas, oriundas de vários municípios de Sergipe e de outros Estados, procuraram a unidade policial para informar que tinham sido vítimas de um golpe supostamente praticado pela suspeita.

A delegada Rosana Freitas explicou que, de acordo com os relatos e demais provas colhidas durante a instrução, Gilda apresentava-se como proprietária e administradora da empresa denominada “Açaí do Sertão”, registrada em nome do então companheiro dela. A pessoa jurídica era usada para atrair investidores, com falsas promessas de lucros que giravam entre 20% e 30% ao mês.

“As pessoas eram estimuladas a investir na empresa. No início, as pessoas recebiam o pagamento dos lucros prometidos, justamente para que o negócio ganhasse confiabilidade e para que as pessoas se sentissem estimuladas a fazer novos e maiores investimentos”, citou a delegada.

Para conferir credibilidade ao seu “negócio”, Gilda alegava que atuava em parceria com uma outra empresa do mesmo ramo, já estabelecida no mercado há alguns anos. No início, a mulher efetuava pagamentos supostamente referentes aos lucros prometidos, de modo que as pessoas se viam estimuladas a realizar novos investimentos. Quando a empresa recebeu cerca de R$ 2 milhões em aportes, Gilda fugiu, deixando os investidores com prejuízos individuais de até R$ 700 mil.

“Depois que ela já havia angariado uma quantidade suficiente de investimentos, ela fugiu deixando todos no prejuízo. Há informações de que ela estava praticando o mesmo golpe em Alagoas, com suspeitas de que ela tenha aberto, também, uma empresa lá com o mesmo objetivo”, complementou a delegada.

Durante as investigações, foram identificadas aproximadamente 20 vítimas, mas a polícia acredita que outras pessoas podem ter sido lesadas. Existem fortes suspeitas de que Gilda estava aplicando o mesmo golpe no Estado de Alagoas, onde já convivia com outra pessoa e supostamente teria aberto uma nova empresa. Tais dados serão averiguados no decorrer das investigações, a serem finalizadas num prazo de dez dias, quando o procedimento em tramitação na delegacia responsável será remetido à Justiça.

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