FESTIVAL DA MANDIOCA – PARA LAGARTO-SE, A VALMIR MONTEIRO O QUE É DE VALMIR MONTEIRO

6 de junho de 2024 - 23:05, por Claudefranklin Monteiro

No dito popular, há uma expressão que diz: “quem pariu Mateus, que balance”. E antes que fique para a história quem embale e não quem pari, a presente crônica, longe de querer fazer justiça (e porque não?), quer fazer memória a um evento que, por sua importância cultural e econômica, está além de gestores e gestões. Por isso mesmo, siga quem seguir à frente da Prefeitura Municipal de Lagarto a partir de 2025, mantenha a realização do evento, que tem “útero” certo, mas é de nossa gente, como o é hoje, por exemplo o Forro Caju, desde 1993.

            No afã de dar projeção à cultura da mandioca em Lagarto, típica produção daqueles que detém a pequena propriedade e dela tira seu sustento, o então prefeito José Valmir Monteiro criou o Festival da Mandioca, cuja primeira edição aconteceu em junho de 2009. Inicialmente, acontecia na semana que antecedia aos festejos juninos. Hoje, acontece entre os dias 22 e 29 de junho, com atrações locais, sergipanas e nacionais, na antiga praça Tanque Grande (se é que se pode chamar aquele espaço de praça). Aliás, nesse sentido, sou defensor da ideia que o evento aconteça no antigo Parque Nicolau Almeida.

            Sob a atual gestão da prefeita Hilda Ribeiro, a edição de 2024 deve manter a megalomania dos anos anteriores, sobretudo porque este ano é dedicado ao pleito eleitoral e interessa à mesma fazer sua sucessão. Atrações de renome confirmadas, às voltas com polêmicas sobre o custo da montagem do palco, por exemplo. Entre morto e feridos, críticas e outras ponderações que eu possa fazer ao “espetáculo”, a verdade é que o povo merece costa do “circo”. Uma pena que para consumir o “pão” e o “vinho”, o povo de Lagarto e seu funcionalismo público não goze de dividendos à altura de sua dignidade e identidade trabalhadoras.

            Mas, voltemos a líder político mais carismático dos últimos anos e sua relação histórica com o Festival da Mandioca. Em 2009, José Valmir Monteiro, natural do povoado Água Fria (Salgado-SE), aos 16 de julho de 1962, vivia o auge de sua carreira política, em sue primeiro mandato como prefeito de Lagarto. Era Secretário de Esporte e Lazer, seu filho, o deputado Ibraim Monteiro, que em 2011, em entrevista para o portal Infonet, assim se expressou: “O cultivo da mandioca é fonte de renda de várias famílias de lagarto. Com a valorização do festival surgem novas receitas, tendo como base a mandioca, que podem ser aproveitadas na merenda escolar, como já vem sendo implantado”.

Fonte: Portal Infonet, 2011.

            Vale destacar que àquela época, Valmir Monteiro contou com o apoio e a parceira do Grupo Brício, mais de perto do empresário Charles Brício, como também da Secretaria de Cultura, nas pessoas de Enoque Araújo (secretário), mas também dos jovens Jorge da Colosso e André Barbosa. O tempo só se encarregou de firmar o festival num dos maiores eventos do ciclo junino de Sergipe, recolocando Lagarto no cenário de lugares como Aracaju, Capela, Areia Branca, Estância e Itabaiana.

            Sucessora natural ou sob força da justiça, seria, da parte de sua vice e depois prefeita, Hilda Ribeiro, burrice e falta de visão política e econômica manter a ideia originária de Valmir de Monteiro do Festival da Mandioca. E assim, ela e seus asseclas o fizeram, dando uma nova roupagem, incluindo no “bolo” (que está longe de o grande, de Prefeitinho), para além da escolha da Rainha da Mandioca e o Concurso de Quadrilhas (ambos, realizados no Ginásio Rosendo Ribeiro Filho – o Ribeirão), também a retirada do Mastro, a centenária Silibrina e os tradicionais eventos juninos da zona rural de Lagarto, como o Casamento Caipira do Povoado Brejo.

            Frente ao exposto, fica a dica para os sucessores de Hilda Ribeiro: mantenham a realização do Festival da Mandioca. Aliás, voltem, TAMBÉM, a valorizar e implementar para além do “pão e circo”, a cultura da mandioca em Lagarto. Incluam nessa toada, as inúmeras festas e trezenas dedicadas a Santo Antônio. Cultura, religião, memória, economia, entretenimento e tradição.

            Obrigado, José Valmir Monteiro!

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