Evento da UFS de Lagarto discute sobre a morte com profissionais da área da Saúde

11 de fevereiro de 2025 - 08:36, por Marcos Peris

Cura, reabilitação, melhoria da qualidade de vida. Tudo isso faz parte da rotina e dos objetivos dos profissionais de diversas áreas da Saúde. Mas, como lidar, quando essas alternativas não são mais viáveis para o paciente? Pensando nisso, o módulo Habilidades e Atitudes em Saúde, do Departamento de Educação em Saúde da Universidade Federal de Sergipe (DESL/UFS) promoveu o evento Morte e Morrer, na última semana, no campus de Lagarto.

O coordenador desta edição, professor Fabrício Menezes (DESL/UFS), acredita que é necessário abordar a temática com os discentes desde o início da graduação. “A morte faz parte do ciclo da vida e, ao se deparar com ela, é muito comum que profissionais de saúde tenham a sensação de derrota e frustração. É por isso que precisamos abordar desde o começo, numa perspectiva humanizada, inclusive ressaltando os direitos dos usuários da saúde no SUS”, explica.

A perita odontolegista Carolina Borges, que atua no Instituto Médico Legal, foi umas das palestrantes e ficou entusiasmada com o evento. “Foi uma alegria muito grande para mim, pois sou egressa da UFS e é sempre muito bom ter a oportunidade de devolver um pouco do que a Universidade me proporcionou. Eram alunos no começo de curso, dava para sentir o entusiasmo deles com o que estava sendo passado pelos diversos profissionais. E tudo isso sobre um assunto que sei que ainda é bastante tabu, ainda discutimos muito pouco sobre a morte”, avalia.

Participante da organização do evento, o discente Lucas Gabriel Silva, do segundo ciclo do curso de Enfermagem, também acha a discussão importante nos cursos de Saúde. “Eu achei um evento surreal, é um assunto muito importante para quem é estudante ou profissional da área. A gente tem que aprender a lidar com a morte”, observa.

A docente Danielle Domenis, do Departamento de Fonoaudiologia, explica a atuação da área no processo da morte. “Foi a primeira vez que alguém de Fonoaudiologia participou desse encontro, por isso acho um momento muito importante. Nós temos uma atuação muito presente nessa fase final em diversos aspectos. Um deles é buscar o desenvolvimento de estratégias para a preservação da alimentação oral, ajudar a avaliar até que ponto valem algumas restrições no fim da vida. Essa não é uma decisão somente do profissional de saúde, deve ser feita também em conjunto com o paciente (quando consciente) e com a família”, explica.

Evento foi realizado no Centro de Simulações e Práticas, no campus de Lagarto. (Foto: Clayton Fontes/Campus Lagarto)

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