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Em cinco anos, setor de seguros cresceu 200% em Sergipe
24 de outubro de 2016 - 10:30, por Marcos Peris
Por Keizer Santos
Mesmo diante de uma crise econômica de proporções mundiais, a atividade seguradora cresceu mais de 200% no estado de Sergipe nos últimos cinco anos, de acordo com o Sindicato dos Corretores de Seguros de Sergipe (Sincor-SE). No Brasil, a expectativa da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg) é que o crescimento do mercado de seguros corresponda a cerca de 10% ao final deste ano.
O mercado de seguros é controlado e fiscalizado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, que atua a partir do Decreto-Lei Nº 73, de 21 de novembro de 1966. No Brasil, existem 65.471 corretores de seguros ativos atuando como pessoas físicas e 38.644 pessoas jurídicas, de acordo com a base de dados da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros, de Capitalização, de Previdência Privada, das Empresas Corretoras de Seguros e de Resseguros (Fenacor). No estado de Sergipe, 302 corretores atuam como pessoas físicas e 170 como pessoas jurídicas, que juntos representam 4,47% dos corretores/seguradoras da Região Nordeste brasileira.
Segundo o Caderno de Estatísticas do Mercado Segurador da Superintendência de Estudos e Projetos da CNseg, publicado em agosto de 2016, o setor de seguros arrecadou, aproximadamente, 1,5 trilhão de reais nos últimos cinco anos em todo o país, ou seja, cerca de 290 bilhões por ano.
Em Sergipe, diversos fatores também influenciaram o crescimento da atividade seguradora, segundo o presidente do Sincor-SE, Érico José Melo Nery. “Nos seguros de bens, automóvel e habitacional, principalmente, o crescimento ocorreu devido ao maior acesso ao financiamento, que alavancou as vendas de veículos e imóveis, o que acarretou também em um crescimento expressivo do seguro prestamista, que é o que garante o pagamento do valor do saldo devedor dos financiamentos em caso de morte do tomador”, afirmou.
“Verifica-se também um crescimento muito grande, e mesmo nesses tempos de crise, da previdência privada, em especial do VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), o que no nosso entendimento demonstra uma preocupação maior da sociedade com o futuro e com as incertezas da previdência social”, completou o presidente do Sincor-SE.
A CNseg apontou, que no período de janeiro a agosto de 2016, o setor de seguros cresceu 8% em todo o Brasil. Os ramos que contribuíram para este crescimento são os seguros: automotivo, rural, crédito e garantia, o seguro de vida e a previdência (VGBL). A professora da rede pública estadual, Ivanize Brandão Mendes de Andrade, por exemplo, faz parte dos consumidores que optaram pelo ramo do seguro automotivo. “A contratação do seguro automotivo vai muito além, pois gera muitos benefícios como check-up no veículo, serviço de guincho, facilidade na reposição de peças entre outros serviços”, destacou.
“Possuo o seguro automotivo há quase dez anos, desde que adquiri o veículo. Apesar de não ter outro tipo de seguro, além do automotivo, não descarto a possibilidade de aquisição de um outro tipo”, concluiu a professora Ivanize Andrade.
O taxista Manoel Augusto dos Santos também destacou a importância do serviço para o seu trabalho. “Utilizo o carro constantemente, as vantagens oferecidas pela seguradora são essenciais. O seguro é fundamental, pois protege meu instrumento de trabalho”, pontuou.



















